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O Poder da Mensagem do Pregador

Em nosso artigo anterior falamos a respeito do conteúdo da mensagem do pregador hoje o foco será no Poder da Mensagem do Pregador.

  1. O Poder da Mensagem do Pregador

    “A Palavra de Deus é viva e eficaz …” (Hb 4:12). O Evangelho de Cristo é “o poder de Deus para a salvação …” (Rm 1:16). A Palavra leva consigo o impacto de uma lanceta e, juntamente com este, o bálsamo que cura a alma. Tudo depende, porém, da fidelidade do pregador e da pureza e integridade do Evangelho comunicado, a que a promessa de poder está condicionada. Sem este suplemento divino, o som do sermão pode ser como surgir de um forte vendaval, mas o seu poder espiritual será nulo. A palavra do homem não se transforma na Palavra de Deus por ser proclamada em alta voz ou com entonação piedosa.

    “Eis que estou convosco”, diz o Senhor Jesus em seguida às Suas instruções “Ide … ensinando-os a guardar todas coisas que vos tenho ordenado”. Assim termina a Grande Comissão, e assim termina o Evangelho Segundo Mateus (Mt 28:20), Marcos avança mais um versículo e registra o cumprimento dessa promessa: “E eles, tendo partido, pregaram em toda a parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra …” (Mc 16:20). O primeiro cumprimento em larga escala veio no Pentecostes. A Grande Comissão diz ao pregador o que fazer; Atos 2 diz-lhe como fazê-lo. Tudo é definidamente dado a conhecer: a mensagem, o “apelo”, o batismo, instrução, comunhão, serviço e vitória! Mas quando o pregador de um evangelho menor deposita no altar a sua pobre oferenda, não há resposta de fogo do céu. E o pregador fica lastimosamente só no púlpito – visão para fazer chorar os anjos!

    Para ter poder no púlpito, o pregador deve falar da experiência. A eloqüência alcança as suas maiores alturas quando é “a eloqüência da experiência cristã”. O pregador não pode transformar vidas por meio de “eloquente ouvir dizer”. Ele não pode partilhar o que não possui, nem revelar o que não viu. Não pode ganhar outros para uma fé com a qual ele próprio não se comprometeu plenamente. Como os apóstolos, ele deve ser capaz de testificar: “Nós cremos, por isso também falamos” (2Co 4:13). Quando ele expõe “as Escrituras” (Lc 24:32) para o seu povo, deve estar em plena sintonia com o propósito e espírito a Bíblia. Deve reverenciá-la, amá-la, vivo-la, se há de partilha-la proveitosamente com outros. “Assim será a palavra que sair da minha boca, não voltará para mim vazia” (Is 55:11). Sempre haverá quem ouça o ministro fiel que declara humilde e inteligentemente, e com evidente sinceridade e boa vontade: “Assim diz o Senhor!” Deus honra a Sua Palavra. Os pregadores podem tender a ficar desanimados quando vêem quanto da sua pregação passa sem receber atenção; mas muito pregador1 seria vigorosamente reanimado se pudesse saber tudo que vai pelos corações de um auditório aparentemente impassível quando expõe com fidelidade e zelo a Palavra de Deus. Até mesmo aquele ímpio rei Zedequias não passou sem ser afetado pela pregação de Jeremias. Conquanto tivesse consentido na perseguição do profeta, quando lhe chegou a trovas hora de sua extremidade, ansiosamente perguntou a Jeremias: “Há alguma palavra do Senhor?” (Jr 37:17).

Trecho extraído do livro Pregação Expositiva sem Anotações, de Charles Koller.

Perceba que todo o poder de uma pregação reside na Palavra de Deus, este poder não é encontrado no débil pregador, não é encontrado na sua metodologia, nem na sua técnica de oratória, por melhor que ela seja. A pregação é uma obra de Deus e todo poder reside em sua Palavra e no Seu Espírito.

Como pregadores temos o privilégio de fazer parte desta obra, sendo instrumentos nas mãos de Deus, sendo dependentes da unção do Espírito Santo de Deus. O apóstolo Paulo relata o poder de Deus na pregação e a nossa fraqueza e completa dependência em sua primeira carta aos coríntios:

Irmãos, na primeira vez que estive com vocês, não usei palavras eloquentes nem sabedoria humana para lhes apresentar o plano secreto de Deus.Pois decidi que, enquanto estivesse com vocês, me esqueceria de tudo exceto de Jesus Cristo, aquele que foi crucificado. Fui até vocês em fraqueza, atemorizado e trêmulo. Minha mensagem e minha pregação foram muito simples. Em vez de usar argumentos persuasivos e astutos, me firmei no poder do Espírito. Agi desse modo para que vocês não se apoiassem em sabedoria humana, mas no poder de Deus.
1 Coríntios 2:1-5

Quando somos fracos é que somos fortes, quando somos esvaziados e dependemos do Poder de Deus e Sua Palavra para a pregação, é que nossa pregação soa poderosamente nas vidas de nossos ouvintes. Quando o pregador se humilha diante de um Deus Santo e Sua Palavra, é que Deus se torna exaltado e glorificado pelo Seu povo.

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Pregador e instrutor bíblico, historiador e editor do site http://pregandoapalavra.com.br