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O Conteúdo da Mensagem do Pregador

Qual é o conteúdo da Mensagem do Pregador Bíblico?

Em nossa serie anterior falamos a respeito do pregador bíblico, nesta nova série, também utilizando como recurso alguns trechos extraídos do livro Pregação Expositiva sem Anotações de Charles Koller.

Queremos agora, dar ênfase à mensagem do pregador bíblico. No tocante a pregação bíblica não basta que o pregador tenha a vocação, o caráter e tenha conhecimento da função que ele deve exercer do púlpito.

O pregador precisar estar comprometido com o conteúdo de sua mensagem, ter o conhecimento do poder que a mensagem possui, e ter de maneira muito clara e transparente o objetivo que a sua mensagem se propõe a cumprir na vida dos ouvintes.

Por isso convidamos você a nos acompanhar novamente, nesta série de três artigos, a respeito da mensagem do pregador bíblico, iniciando com o tema:

  1. O conteúdo da Mensagem do Pregador

    Toda verdadeira pregação repousa na afirmação básica: “Assim diz o Senhor!” Esta afirmação ocorre aproximadamente duas mil vezes nas Escrituras. Quando o pregador comunica fielmente a Palavra de Deus, fala com autoridade. Ele esta dando algo para o qual não há substituto.

    O homem não precisa da Palavra de Deus para que esta lhe diga o que será do seu corpo, mas precisa da Palavra de Deus para que esta lhe diga o que será da sua alma. O engenho humano não pode esquadrinhar o futuro, nem resolver problemas da eternidade.

    Para as respostas às suas indagações sobre a vida e o destino, ele tem que, em sua completa incapacidade, olhar para além de si próprio. Ele não é capaz de achar a Deus com a sua humana sabedoria e o seu esforço. “Ninguém vem ao Pai senão por mim” João 14.6; e ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer” João 6.44.

    É preciso que a Bíblia ilumine o caminho.

    A Bíblia não é um registro de descobertas religiosas do homem. “É o registro da progressiva revelação que Deus faz de Si, pela palavra escrita, por Sua intervenção na natureza e na história, e finalmente por Sua penetração no mundo com o Deus-homem, Cristo Jesus.” Nem mesmo o apóstolo Paulo podia alegar que tinha descoberto a Deus. Diz ele de fato que a Deus “aprouve revelar seu Filho” Gl 1.15,16; e que Deus nos desvendou “o mistério da sua vontade segundo o seu beneplácito …” Ef 1.9.  Não é que Paulo foi suficientemente inteligente para descobrir o segredo; Deus é que foi suficientemente bom para faze-lo conhecido.”

    No Novo Testamento a pregação era essencialmente a simples proclamação dos fatos do Evangelho. Estes fatos se encaixam numa espécie de padrão que pertinentemente se tem denominado “o padrão apostólico”, e que se reflete no sermão de Pedro, no Pentecoste.

    Este inclui a identidade messiânica de Cristo, Sua vida sem pecado, Sua morte expiatória, Sua ressurreição corporal, e Sua soberania eterna. “A igreja apostólica via o Evangelho, as boas novas, o evaggelion, como cumprimento de profecia, e via a sua pregação como a continuação da obra dos profetas.”

Trecho extraído do livro Pregação Expositiva sem Anotações, de Charles Koller.

Em primeiro lugar, o conteúdo de nossa mensagem deve ser fiel ao texto bíblico, a interpretação deve respeitar o principio de que as Escrituras interpretam as Escrituras e não trazer as nossas idéias, percepções, opiniões e vontades para dentro do texto bíblico e para dentro dos nossos sermões.

Os profetas e apóstolos dos tempos bíblicos respeitaram este principio, e se quisermos que a nossa pregação seja tão eficaz quanto a pregação deles, devemos andar no mesmo caminho. Os profetas tinham como conteúdo de sua mensagem a vinda do Messias, os apóstolos tinham como conteúdo a confirmação da vinda do Messias, Sua vida, Sua morte e Sua ressurreição.

Nosso Senhor Jesus já veio e realizou todos estes feitos, no entanto a Sua promessa de retorno persiste e precisa ser pregada a um mundo que anda sem esperança e sem perspectiva de solução.

Que melhor mensagem pode ser pregada do que esta?

Jesus em breve voltará, no entanto aqueles que irão ao Seu encontro ainda precisam saber quem realmente Jesus é, e o que Ele fez por cada um de nós. Portanto, o padrão apostólico de pregação (a identidade messiânica de Jesus, a vida de Jesus, a morte de Jesus, a ressurreição de Jesus e a soberania de Jesus) precisa receber um novo elemento: a volta de Jesus.

 

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Pregador e instrutor bíblico, historiador e editor do site http://pregandoapalavra.com.br