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O preparo do pregador: o tema do sermão

Quando recebemos um chamado para pregação talvez esta seja a primeira preocupação que vem a nossa mente: Qual tema vou pregar? Qual será o conteúdo da mensagem?

Quem já não passou por uma situação como esta? Ou ainda, recebeu um convite mais objetivo: O irmão poderia pregar a respeito da salvação?

Na segunda opção ainda temos uma direção com relação ao tema que iremos preparar, mas e quando não temos a mínima idéia por onde começar?

A resposta para esta pergunta é simples e objetiva: Comece pela Bíblia.

Parece lógica essa resposta, mas não desconsideramos que atualmente vemos de tudo nas pregações: vídeo, apresentação, música, jogral, brincadeira, piada, citações de outros livros, notícias etc. E a Bíblia tem tido sua participação reduzida e muitas vezes nem se quer é aberta por aqueles que sobem o púlpito.

A Palavra de Deus é o ponto de partida da pregação

O ponto de partida para todo pregador é o conhecimento e o contato com a Palavra de Deus. É claro que existem outros fatores que nos fazem melhores pregadores, e alguns deles mais importantes do que o conhecimento bíblico – como a capacitação do Espírito Santo, a consagração da vida, etc, falaremos a respeito destes temas no futuro.

No entanto um pregador que não tem como fundamento de sua pregação a Palavra de Deus, não pode ser considerado um pregador. E um sermão que não possua seu tema extraído das Escrituras não pode ser considerado um sermão.

Este pode ser um palestrante, um professor, um instrutor, um apresentador e desempenhar seu trabalho com maestria. Mas se a sua pregação não estiver fundamentada na Palavra de Deus ela pode ser comparada a qualquer coisa, menos pregação.

A Bíblia é muito clara com relação as diretrizes da pregação aprovada por Deus:

 1E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
2 Corintios 2.1-5

Paulo nos dá o exemplo de onde buscar a fonte para a nossa mensagem. Claramente Paulo diz, em outras palavras, que ao pregar aos Coríntios, ele não buscou uma notícia, ele não buscou uma história de conhecimento secular, ele não procurou uma mensagem nos livros da atualidade da qual ele poderia extrair substrato para sua mensagem e nem utilizou um testemunho pessoal para pregar. Não.

Ele buscou a origem, o conteúdo de sua mensagem, a capacitação para pregá-la, revestido com o poder do Alto diretamente da Palavra de Deus.

Paulo não investiu o seu tempo bebendo de outras fontes, a não ser bebendo da Fonte que refrigera a alma e que mata a sede.

Paulo não buscou inspiração em outras fontes, mas foi diretamente à fonte inspirada por Deus.

O pregador precisa estar saturado da Palavra de Deus

Eu me lembro da primeira vez em que fui chamado para pregar, a primeira coisa que me veio a mente, foi: Qual tema irei pregar?

Na época com pouco conhecimento da Palavra de Deus, sem ter a oportunidade de pregar antes para quem quer que seja, minha única saída foi me colocar de joelhos e clamar: Senhor! Qual mensagem o Senhor tem para o Seu servo?

Peguei minha Bíblia e abri em Jeremias 17.19-27 (a santificação do Sábado). Então senti que Deus tinha preparado aquela mensagem para mim. No dia em que preguei esta mensagem, um jovem aceitou o sábado como Dia do Senhor.

Hoje eu olho essa experiência e me divirto com a situação. Não recomendo que esse método seja utilizado para se buscar o tema da mensagem. Deus na sua infinita graça e misericórdia agiu de bondade me mostrando a mensagem que eu deveria pregar. Mas entendo que se aquela época eu mantivesse um contato diário com a Palavra de Deus, a pergunta seria diferente, seria: Qual dos assuntos que estão em meu coração eu vou pregar?

Assim como Paulo e os demais apóstolos, a Palavra de Deus fazia parte do dia-dia, eles estavam cheios do conhecimento de Deus, tinham as passagens bíblicas gravadas em seus corações, podendo pregá-las sem o auxílio do texto.

É evidente que havia uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo para tal feito, no entanto, a obra de Deus foi realizada por instrumentos que estavam preparados para tal uso, o próprio Jesus fez esta promessa:

16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, 17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.
João 14.16-17

25 Tenho-vos dito isso, estando convosco. 26 Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
João 14.25-26

Os discípulos haviam aprendido e aprenderam diretamente do nosso Senhor Jesus Cristo através do contato diário, a capacitação do Espírito contribuiu para ampliar esse conhecimento que eles possuiam, para explicar, dar entendimento adequado aos ensinamentos que não foram compreendidos anteriormente e iluminar para uma revelação ampliada.

Todo esta obra divina culminou com a pregação poderosa do evangelho em todo o mundo conhecido do primeiro século.

Nos dias de hoje, Cristo busca novamente homens que estejam cheios da Palavra de Deus para comunicar as verdades esquecidas, para alimentar o Seu povo com alimento sólido e verdadeiro. E assim como concedeu o poder do Espírito Santo naqueles dias, hoje também, está disposto a concede-Lo em abundância.

Precisamos pedir a orientação de Deus com relação ao que iremos pregar, sem deixar de cumprir a nossa parte, que é colocar a Palavra de Deus como a fonte de origem de todas as nossas mensagens. O Espírito Santo vai nos guiar a uma passagem já estudada, vais nos lembrar de um tema já visitado e então nós estaremos preparados para dar o primeiro passo.

O estudo diário da Palavra de Deus irá nos conceder temas abundantes dos quais podemos extrair um quantidade infindável de sermões. Se nos aplicarmos neste estudo de coração, em submissão a vontade de Deus, e orientados pelo Autor das Escrituras, a cada dia teremos um tema novo a ser pregado.

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Pregador e instrutor bíblico, historiador e editor do site http://pregandoapalavra.com.br